sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Coisas de Deus

Tudo o que Deus faz é bom !

Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito

que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia:

-- Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom !

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu

matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.

O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu

servo, perguntou a este:

-- E agora, o que você me diz? Deus e bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu

dedo.

O servo respondeu:

-- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.

Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de jubilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, observou furioso:

-- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso!

.......Falta-lhe um dedo!"

E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença.

Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

-- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande duvida:

Se Deus e tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? ....Logo você, que tanto O defendeu!?

O servo sorriu e disse:

-- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta

dedo algum!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Janela

Dois homens, ambos gravemente doentes,estavam no mesmo quarto de
hospital.
Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as
tardes, para que os fluidos
circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da
única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio.
Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus
empregos, onde tinham
passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama
perto da janela
se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de
quarto, todas as coisas
que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses
períodos de uma hora,
em que o seu mundo era alargado e
animado por toda a
atividade e cor do mundo do
lado de fora
da janela.
A janela dava para
um parque com um lindo lago. Patos e
cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças
brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados
caminhavam de braços dados por entre as flores de todas
as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam
a paisagem, e a tênue vista da silhueta da cidade podia
ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto
tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro
lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a
pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a
passar. Embora o outro homem
não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na
sua mente, enquanto o outro senhor a refratava através
de palavras bastante descritivas. Dias e semanas
passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus
banhos, e encontrou
o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido
calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que
levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia
ser colocado na cama
perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de
se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira
deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu- se, apoiado no cotovelo,
para
contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente
olhou para o lado de
fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu
falecido
companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do
lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia
ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos
nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza,
mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se queres sentir-se
rico,
conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
"O dia de hoje é uma dádiva de vida que DEUS nos concede", as vezes
para que possamos de alguma forma
ajudar a alguém necessitado, fazendo assim, um pouco do trabalho de
DEUS.
A origem desta história é desconhecida, mas ela nos dá uma lição da
qual não devemos esquecer,
pois muitas vezes esperamos a perfeição para sermos felizes, sendo que
a felicidade muitas vezes
se encontra nas pequenas e simples coisas da vida.

Agora compartilhe esta experiência com seus amigos.

DEUS TE ABENÇOE.


Há algum tempo li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada.

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais. Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro.No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado,pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades.Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza....mas me agarro na esperança que em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem

Silvana Duboc